É a região brasileira que possui o maior número de estados (nove no
total): Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco
(incluindo o Distrito Estadual de Fernando de Noronha e
o Arquipélago de São Pedro e São Paulo), Rio Grande do
Norte (incluindo a Reserva Biológica Marinha do Atol das Rocas)
e Sergipe.
CLIMA
A região Nordeste
do Brasil apresenta média de anual de temperatura entre 20°
e 28° C. Nas áreas situadas acima de 200 metros e
no litoral oriental as temperaturas variam de 24° a 26°C. As
médias anuais inferiores a 20°C encontram-se nas áreas mais elevadas
da Chapada Diamantina e do planalto da Borborema. O índice de
precipitação anual varia de 300 a 2000 mm. Quatro tipos
de climas estão presentes no Nordeste:
Clima equatorial úmido: presente em uma pequena parte do
estado do Maranhão, na divisa com o Piauí;
Clima litorâneo úmido: presente
do litoral da Bahia ao do Rio Grande do Norte;
Clima tropical: presente nos estados
da Bahia, Ceará, Maranhão e Piauí;
Clima semiárido: presente em todo
o sertão nordestino.
Com precipitação média de chuvas de menos de 300 mm por
ano, às quais ocorrem durante no máximo três meses, dando vazão a estiagens que
duram às vezes mais de dez meses, Cabaceiras na Paraíba tem
o título de município mais seco do país.
VEGETAÇÃO
A vegetação nordestina vai desde a Mata
Atlântica no litoral até a Mata dos
Cocais no Meio Norte, com ecossistemas como os manguezais,
a caatinga, o cerrado, as restingas, dentre outros Mata dos
Cocais:
formação vegetal de transição entre os
climas semiárido, equatorial e tropical. As espécies
principais são o babaçu e a carnaúba, podendo ocorrer
também buriti. Ocorre em parte do Maranhão, do Piauí,
do Ceará, do Rio Grande do Norte e
do Tocantins na região Norte. Representa menos de 3% da área
do Brasil.
Cerrado: ocupa 25% do
território brasileiro, mas no Nordeste só abrange o sul do
estado do Maranhão, o sudoeste do Piauí, o oeste
da Bahia, áreas interioranas das regiões Sul e Centro-Sul
do Ceará (nestas, ilhadas pela caatinga), Microrregião de
Araripina em Pernambuco e algumas áreas da faixa litorânea que
vai do Piauí até o Sergipe.
Caatinga: vegetação típica do
sertão, tem como principais espécies o pereiro, a aroeira,
as leguminosas e as cactáceas. É uma formação de vegetais
xerófitos (vegetais de regiões secas), mas é rica ecologicamente. Ocorre em
todos os estados nordestinos exceto o Maranhão, e no norte
de Minas Gerais na Região Sudeste.
Vegetações Litorâneas e Matas
Ciliares:
na categoria de vegetação litorânea podemos incluir os mangues, um
riquíssimo ecossistema, local de moradia e reprodução
dos caranguejos e importante para
a preservação de rios e lagoas. Também podemos incluir
as restingas e as dunas. As matas ciliares ou matas de galeria
são comuns em regiões de cerrados, mas também podem ser vistas na Zona da Mata.
São pequenas florestas que acompanham as margens dos rios, onde existe maior
concentração de materiais orgânicos no solo, e funcionam como uma proteção para
os rios e mares.
HIDROGRAFIA
A Região Nordeste encontra-se com 72,24% de seu
território dentro do polígono das secas, segundo dados da Organização
das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação .
Suas bacias hidrográficas são:
Bacia do São Francisco: é a principal da
região. São
praticadas atividades de pesca, navegação e produção de energia elétrica pelas
hidrelétricas de Três Marias, Sobradinho, Paulo Afonso e Xingó,
delimita as divisas naturais de Bahia
com Pernambuco e também de Sergipe e Alagoas,
que é onde está localizada sua foz.
Bacia do Parnaíba: é a segunda mais
importante, ocupando uma área de cerca de 344.112 km² (3,9% do território
nacional) e drena quase todo o estado do Piauí, parte
do Maranhão e Ceará. O rio Parnaíba é um dos poucos no
mundo a possuir um delta em mar aberto, com uma área
de manguezal de, aproximadamente, 2.700 km².
Bacia do Atlântico Nordeste Oriental: ocupa uma área de
287.384 km², que abrange os estados do Ceará, Paraíba, Rio
Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas. Os rios principais são
o Jaguaribe, Piranhas-Açú, Capibaribe, Acaraú, Curimataú, Mundaú, Paraíba, Itapecuru, Mearim e Una.
Bacia do Atlântico Nordeste Ocidental: situada entre o
Nordeste e a região Norte, fica localizada, quase que em sua totalidade,
no estado do Maranhão. Algumas de suas sub-bacias constituem ricos
ecossistemas, como manguezais, babaçuais, várzeas, etc.
Bacia do Atlântico Leste: compreende uma área
de 364.677 km², dividida entre 2 estados do Nordeste e dois
do Sudeste. Na bacia, a pesca é utilizada como atividade de subsistência.
Urbanização
Assim como acontece em todo o território brasileiro, a
população nordestina é mal distribuída: cerca de 60,6% dela fica concentrada na
faixa litorânea (zona da mata) e nas principais capitais.Já no sertão nordestino e interior, os níveis
de densidade populacional são mais baixos, por causa do clima
semiárido e da vegetação de caatinga. Ainda assim, a
densidade demográfica no semiárido nordestino é uma das mais altas do mundo
para esse tipo de área climática.De acordo com os dados do IBGE 71,5% da dos
nordestinos estão em áreas urbanas. No período 1991-1996, a
população, rural no total da população teve queda de 45,8%.A urbanização do Nordeste foi mais lenta em relação ao
resto do país, mas se acelerou nas últimas décadas.
ECONOMIA
A economia da Região Nordeste do Brasil foi a base
histórica do começo da economia do Brasil, já que as atividades em torno
do pau-brasil e da cana de açúcar predominaram e foram iniciadas
no Nordeste do Brasil. O Nordeste foi a região mais rica do país até meados do
século XVIII.
A Região Nordeste é, atualmente, a terceira maior
economia do Brasil entre as grandes regiões. Sua participação no Produto
Interno Bruto brasileiro foi de 13,5% em 2009, após a Região
Sul (16,5% de participação no PIB) e à frente da Região
Centro-Oeste (9,6% de participação no PIB). A distribuição de renda nessa
região melhorou significativamente na década de 2000: segundo dados da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, a renda média no Nordeste
sofreu um aumento real (já descontada a inflação) de 28,8% entre 2004 e 2009,
passando de R$ 570 para R$ 734. Entre 2008 e 2009, o incremento foi de 2,7%.
Foi a região que apresentou o maior incremento no salário médio do trabalhador
nesse período.
CULTURA
A cultura nordestina é bastante
diversificada, uma vez que foi influenciada
por indígenas, africanos e europeus. Os costumes e
tradições muitas vezes variam de estado para estado.Tendo sido a primeira região efetivamente colonizada por
portugueses, ainda no século XVI, que aí encontraram as populações nativas
e foram acompanhados por africanos trazidos como escravos, a cultura nordestina
é bastante particular e típica, apesar de extremamente variada. Sua base é
luso-brasileira, com grandes influências africanas, em especial na costa
de Pernambuco à Bahia e no Maranhão, e ameríndias, em
especial no sertão semi-árido.A riqueza cultural da região nordeste é visível para
além de suas manifestações folclóricas e populares. A literatura nordestina tem
dado grande contribuição para o cenário literário brasileiro, destacando-se
nomes como João Cabral de Melo Neto, José de Alencar, Jorge
Amado, Nelson Rodrigues, Rachel de Queiroz, Gregório de
Matos, Clarice Lispector, Graciliano Ramos, Ferreira
Gullar e Manuel Bandeira, dentre muitos outros.
PRATOS TÍPICOS
A reunião das tradições gastronômicas de portugueses,
africanos e indígenas gerou na região do nordeste duas culturas culinárias, a
do litoral e do sertão. Nas áreas litorâneas predominam os ingredientes
oriundos da pesca e do extrativismo, realizado principalmente nos manguezais.
No interior, a mesa dos sertanejos é dominada pelas carnes vermelhas, arroz,
feijões, mandioca, abóboras e farinhas.Conheça um pouco mais
sobre as características da cozinha de cada estado e os pratos típicos da
região nordeste.
RELEVO
Uma das características do relevo nordestino é a
existência de dois antigos e extensos planaltos, o Borborema e
a bacia do rio Parnaíba e de algumas áreas altas e planas que formam
as chamadas chapadas, como a Diamantina, onde se localiza o ponto mais
elevado da região, o Pico do Barbado com 2.033 metros de altitude,
na Bahia, e a do Araripe, nas divisas entre os Estados
do Ceará, Piauí, Pernambuco e a Paraíba. Entre essas
regiões ficam algumas depressões, nas quais está localizado o sertão,
região de clima semiárido.
FESTAS MAIS POPULARES DA REGIÃO
O nordeste é
muito rico em tradições folclóricas e populares. Cada Estado da região
geralmente tem uma festa diferente. Algumas delas são:
Bumba Meu Boi
Cúria
Carnaval de Rua
Dança do Coco Festa de Nosso Senhor dos Navegantes
Bumba Meu Boi
Cúria
Carnaval de Rua
Dança do Coco Festa de Nosso Senhor dos Navegantes
Festa da Conceição da Praia
Festa de Iemanjá
Festa de Santa Cruz
Festa do Bonfim
Festa do Divino
Tambor de Crioula
Festa do Divino
Tambor de Crioula
A
ATIVIDADE INDUSTRIAL
A atividade industrial ganhou maior peso na região a partir da década de 70, e para isso contribuiu fortemente a ação estatal, principalmente através de super tendências para o desenvolvimento do nordeste (SUDENE), órgão vinculado ao governo.
A atividade industrial expandiu-se principalmente nos três grandes centros da região: Fortaleza, Recife e Salvador.
A atividade industrial ganhou maior peso na região a partir da década de 70, e para isso contribuiu fortemente a ação estatal, principalmente através de super tendências para o desenvolvimento do nordeste (SUDENE), órgão vinculado ao governo.
A atividade industrial expandiu-se principalmente nos três grandes centros da região: Fortaleza, Recife e Salvador.
A ATIVIDADE AGRÁRIA
Poucas áreas do nordeste apresentem destaque no que diz respeito a produção de alimentos básicos, como trigo, arroz, feijão, milho entre outros. No nordeste tem se a produção de arroz em algumas partes do Maranhão, feijão no sul da Bahia e mandiocas em várias áreas esparsas.

Poucas áreas do nordeste apresentem destaque no que diz respeito a produção de alimentos básicos, como trigo, arroz, feijão, milho entre outros. No nordeste tem se a produção de arroz em algumas partes do Maranhão, feijão no sul da Bahia e mandiocas em várias áreas esparsas.
